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🌄 Obras nas Montanhas Capixabas: progresso com café coado ou pressa mal passada?

Por Adelar Dias Junior (MTB: 2593/ES)

Montagem fotográfica das Montanhas Capixabas mostrando cachoeira em meio à mata, estrada asfaltada em região serrana com arquitetura típica, comida caseira em fogão a lenha e vista aérea da região, representando o contraste entre obras de infraestrutura, crescimento econômico e preservação da identidade cultural e do turismo rural no Espírito Santo.
Obras chegando, estrada lisinha, aeroporto no radar…
mas a pergunta que fica é simples:
vamos crescer sem perder o que nos faz únicos? 🌄☕

📸 Fotos: Adelar Dias Junior

Entre investimentos históricos e o risco de perder a essência, a região vive um momento decisivo — crescer com identidade ou virar só mais um destino qualquer?


☕ Aquele cafezinho antes da conversa começar

Se você acha que as obras nas Montanhas Capixabas são apenas mais uma sequência de inaugurações com placa e fita cortada… é melhor puxar uma cadeira e sentar aqui na sala. Porque o que está acontecendo agora é bem mais profundo — e, ao mesmo tempo, perigoso.

Sim, o investimento é bem-vindo. Aliás, necessário. Mas, convenhamos, crescimento sem planejamento é igual café ruim: até desce… mas ninguém quer repetir.

E é exatamente nesse ponto que a conversa fica boa.


🚧 Obras nas Montanhas Capixabas: o progresso chegou… e chegou com força

Vamos ser justos — e o Pauta Solta sempre faz isso: quando tem que elogiar, elogia.

A revitalização da ES-146, ligando Araguaia à BR-262, não é só asfalto novo. É acesso, é segurança, é logística funcionando. É, na prática, desenvolvimento chegando mais rápido — e com menos buraco no caminho.

Além disso, o pacote inclui drenagem, sinalização e manutenção. Ou seja, depois de anos correndo atrás do prejuízo, parece que agora a infraestrutura resolveu aparecer antes do problema.

👉 Fonte:

E não para por aí.


✈️ Aeroporto das Montanhas: sonho grande ou risco silencioso?

O projeto do Aeroporto das Montanhas Capixabas já está em andamento. E, sim, ele pode ser um divisor de águas.

Mais turistas. Mais negócios. E é claro, mais visibilidade.

Agora… respira.

Porque também pode trazer mais pressão, mais especulação e mais gente querendo transformar o que é simples em algo artificialmente sofisticado.

👉 Fonte oficial:

Então a pergunta que fica, e que ninguém responde com clareza, é:
estamos preparados para o que vem junto com esse crescimento?


🚜 Estradas rurais e turismo: o ouro que já estava aqui

Enquanto muita gente olha para o aeroporto, talvez o verdadeiro tesouro esteja mais perto — e mais simples.

A pavimentação de estradas rurais e o fortalecimento da estrutura turística podem ser, sem exagero, o maior acerto de todos.

Porque é ali, no chão de terra (ou agora asfaltado), que mora a essência das montanhas:

  • colher morango direto do pé
  • tomar café feito na hora
  • conhecer vinícolas familiares
  • ser recebido pelo nome, não pelo número da reserva

E isso, meu caro leitor, não se constrói com concreto.

Se constrói com identidade.


❤️ O maior patrimônio não está nas obras — está nas pessoas

Aqui entra o ponto que precisa ser dito — com carinho, mas com firmeza.

Boa parte do que atrai gente para as Montanhas Capixabas não é estrada, aeroporto ou investimento.

É o jeito.

O sorriso.
O café passado na hora.
A conversa sem pressa.

Se perdermos isso… podemos até crescer. Mas deixamos de ser únicos.

E aí viramos só mais um destino turístico “bonitinho”.

E, convenhamos, o Brasil já tem vários.


⚖️ Crescer, sim. Mas com pé no chão (e sem salto alto)

O desafio agora não é mais trazer desenvolvimento.

Ele já está batendo na porta.

O desafio é outro:
não deixar a euforia atropelar o planejamento.

Porque existe um risco real aqui — dois, na verdade:

👉 O exagero:

  • crescimento desordenado
  • turismo massificado
  • perda da identidade

👉 E a apatia:

  • deixar oportunidades passarem
  • não se qualificar
  • não acompanhar o ritmo

Nenhum dos dois serve.

O caminho é o meio — e ele exige maturidade.


🧠 Planejamento e qualificação: a parte que não aparece na foto

Enquanto as obras aparecem nas fotos oficiais, existe uma parte silenciosa que precisa acontecer — e rápido.

Programas de qualificação.
Capacitação para turismo rural.
Organização da comunidade.

E, principalmente, consciência coletiva.

Porque não adianta ter estrada nova levando para um destino que não sabe o que quer ser.

Aqui entra o papel de todo mundo:

  • governo, planejando
  • empresários, investindo com responsabilidade
  • comunidade, entendendo o valor do que já tem

🔗 Conexões que o Pauta Solta já fez (e você precisa ver)

Se você quer entender melhor esse momento das montanhas, vale conferir:

👉 https://pautasolta.com/montanhas-capixabas-depois-da-tempestade/
👉 https://pautasolta.com/captura-foragidos-montanhas-capixabas/

Porque, no fim das contas, tudo está conectado:
infraestrutura, segurança, clima e desenvolvimento.


💬 Agora a conversa é com você

E aí…

👉 Você acha que as Montanhas Capixabas estão prontas para crescer?
👉 Ou estamos correndo o risco de perder o que temos de mais valioso?

Conta aqui nos comentários.
O Pauta Solta é isso: conversa aberta, sem roteiro engessado.


📦 Box de Dicas — para crescer sem perder a essência

✔ Valorize o turismo rural de verdade (não o “fake gourmet”)
✔ Invista em capacitação antes de expandir
✔ Preserve a identidade local — ela é o diferencial
✔ Planeje o crescimento com visão de longo prazo
✔ Apoie produtores locais e experiências autênticas


Sobre o autor

Adelar Dias Junior é jornalista (MTB: 2593/ES) é fundador da Revista Digital Pauta Solta, com atuação voltada ao jornalismo de análise e comportamento, produzindo conteúdos que conectam informação, cotidiano e contexto social, com linguagem acessível e abordagem crítica.

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