🔪 Quando o Amor Vira Crime: feminicídio, cultura e o que começa dentro de casa 😳

Foto central: arquivo da família, veiculada na mídia.
Entre leis, campanhas e discursos bonitos… por que ainda estamos falhando no básico?
Por Adelar Dias Junior
Mais um caso de feminicídio no Espírito Santo.
Mais uma vida interrompida.
E mais um “como isso ainda acontece?”
Thaís Ellen, 23 anos, estudante de Direito, foi assassinada dentro da própria casa, em Cariacica. E aí vem o detalhe que incomoda mais do que a notícia em si: isso aconteceu mesmo depois de campanhas, debates, leis e promessas.
E é aqui que a conversa muda de tom. Porque talvez o problema não esteja só no que fazemos depois… mas no que deixamos de fazer antes.
🏠 O problema começa cedo (e não adianta fingir surpresa)
Quando falamos em feminicídio, muita gente pensa em polícia, justiça, punição. E sim, tudo isso importa. Mas tem uma etapa anterior que a gente insiste em ignorar: a formação do adulto começa dentro de casa.
No artigo que já publiquei — 👉 https://pautasolta.com/exemplo-que-arrasta-valores-familia-adelar-dias-junior/ — deixo claro:
valores não nascem prontos, eles são aprendidos… e repetidos.
E a ciência confirma isso.
Estudos mostram que o ambiente familiar influencia diretamente o comportamento adulto, incluindo agressividade, empatia e forma de lidar com conflitos:
🔗 https://www.periodicos.univasf.edu.br/revasf/article/download/1227/1277/8611
Ou seja:
não é só sobre “o que aconteceu” — é sobre o que foi aprendido lá atrás.
🧩 “Mas nem tudo é culpa da família…” (e ainda bem que não é)
Antes que alguém já levante a sobrancelha: não, não é só a família.
Mas também não dá pra tirar ela da conversa.
O que temos é um combo perigoso de responsabilidades compartilhadas — e quando todo mundo divide, às vezes ninguém assume.
E aí começa aquele empurra-empurra institucional que a gente já conhece bem…
🏛️ O papel de cada um (sem passar pano pra ninguém)
O poder legislativo já avançou — leis existem, campanhas também. Mas será que estão chegando onde precisam?
O judiciário atua, mas muitas vezes depois que o pior já aconteceu.
O executivo implementa políticas, mas a sensação de quem está na ponta é outra.
A segurança pública corre atrás, mas quase sempre reagindo, não prevenindo.
E a sociedade? Ah… essa gosta de comentar indignada depois, mas ignora os sinais antes.
🎭 Cultura: o combustível silencioso
Agora vem a parte que pouca gente gosta de encarar.
A gente vive em uma cultura que, sim, ainda normaliza comportamentos que levam ao feminicídio.
E não precisa ir longe:
- Piada misógina em roda de amigos
- Música que reduz mulher a objeto
- Comentários “inofensivos” nas redes
- Ditados clássicos tipo: “briga de marido e mulher ninguém mete a colher”
Sério mesmo?
A gente ainda está nisso?
Porque quando esse tipo de coisa vira normal…
o desrespeito vira rotina. E a violência vira consequência.
📉 Os números que confundem (e preocupam)
Os registros apontaram uma queda de cerca de 15% nos casos de feminicídio em 2025. Ótimo. Sinal de avanço? Talvez.
Mas o início de 2026 já mostra uma escalada preocupante.
E aí fica a pergunta que não quer calar:
👉 Estamos tratando a causa… ou só maquiando os sintomas?
🧠 O adulto de hoje foi a criança de ontem
Aqui entra o ponto mais incômodo — e mais necessário.
Pesquisas mostram que crianças expostas a ambientes violentos ou desrespeitosos têm maior chance de reproduzir esses padrões na vida adulta:
🔗 https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702018000100005
Não é destino. Mas é tendência.
E quando ninguém intervém…
essa tendência vira estatística.
🗣️ “Ah, mas ele sempre foi tranquilo…”
Clássico.
Sempre tem alguém que diz isso depois da tragédia.
Mas a verdade é que comportamento não aparece do nada.
Ele é construído. Alimentado. Reforçado.
Às vezes em silêncio.
Às vezes com risadinhas.
E às vezes com omissão.
💬 E nós, como sociedade?
Essa parte dói mais, porque não tem como terceirizar.
O vizinho que ouviu e ignorou.
A família que “não quis se meter”.
A igreja que viu e silenciou.
Os amigos que normalizaram.
👉 Todo mundo participa… mesmo quando acha que não.
📦 BOX DE DICAS — O que dá pra fazer (de verdade)
✔️ Corrigir desde cedo atitudes desrespeitosas
✔️ Não normalizar piadas ou comentários ofensivos
✔️ Denunciar sinais de violência — sim, mesmo “não sendo problema seu”
✔️ Conversar sobre respeito dentro de casa (sem discurso bonito e vazio)
✔️ Apoiar campanhas, mas cobrar resultados reais
✔️ Ensinar pelo exemplo — sempre
🔥 Conclusão (sem anestesia)
A morte de Thaís Ellen não pode virar só mais um número.
Porque toda vez que isso acontece e a gente reage só com indignação momentânea…
a gente ajuda o problema a continuar existindo.
A real?
Feminicídio não começa com a faca.
Começa com o pensamento.
Com a cultura.
Com o silêncio.
E muitas vezes… começa dentro de casa.
📢 Agora é com você
💬 E aí, vamos falar a verdade ou continuar fingindo que não é com a gente?
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