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🚴‍♂️ As pedaladas que salvam: o farmacêutico que trocou remédio por bicicleta e resolveu receitar saúde pelas montanhas

Por Adelar Dias Junior

Farmacêutico Itamar dos Santos posa ao lado de bicicletas na loja Montanhas Bike, em Marechal Floriano, em montagem da Revista Pauta Solta sobre os benefícios da bicicleta no combate ao sedentarismo e na promoção da saúde física e mental.
🚴‍♂️ Trocou o balcão da farmácia pelo pedal… e garante que a bicicleta tira muita gente do hospital. Talvez a saúde que falta esteja mais no guidão do que na gaveta dos remédios.
📸 Foto de Adelar Dias Junior | Arte Pauta Solta

Entre comprimidos e pedaladas, Itamar dos Santos descobriu que algumas receitas não vêm em caixas, mas em duas rodas, suor e liberdade. Em Marechal Floriano, a bicicleta virou tratamento contra o sedentarismo, a ansiedade e aquela velha desculpa do “segunda-feira eu começo”. 🚲

Se alguém dissesse lá atrás que um farmacêutico sairia de trás do balcão para abrir uma loja de bicicletas nas montanhas capixabas, provavelmente muita gente perguntaria se o termômetro tinha quebrado. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu com o Sr. Itamar dos Santos, fundador da Montanhas Bike, em Marechal Floriano.

E o mais curioso é que, segundo o próprio Itamar gosta de dizer, ele nunca abandonou a área da saúde. Apenas trocou os remédios pelo pedal.

“Hoje eu vendo saúde em ambiente natural”, resume, com aquele orgulho típico de quem percebeu que algumas doenças modernas talvez precisassem menos de balcão e mais de guidão.

Convenhamos: faz sentido.

Porque o mundo moderno criou uma geração que passa o dia sentada olhando para telas, toma remédio para ansiedade, remédio para dormir, remédio para acordar e, dependendo da reunião, talvez precise até de um remédio para aguentar o grupo do WhatsApp da firma.

Enquanto isso, a bicicleta segue ali, humilde, quase dizendo:
“Meu filho… era só pedalar um pouquinho.”

🚴 Sedentarismo: o inimigo silencioso que não faz barulho, mas cobra caro

A Organização Pan-Americana da Saúde alerta que a inatividade física está entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e mortalidade precoce. Segundo o Ministério da Saúde, quase metade dos brasileiros não pratica atividade física suficiente.
Fontes oficiais:

E talvez esteja aí uma das frases mais fortes de Itamar:
“Bicicleta tira muita gente do hospital.”

Pode parecer exagero de vendedor apaixonado por bike. Porém, os dados mostram justamente o contrário: o homem do pedal talvez esteja mais perto da ciência do que muita propaganda de suplemento milagroso na internet.

❤️ A bicicleta e o coração: uma parceria mais estável que muito namoro

Pedalar regularmente melhora a circulação, ajuda no controle da pressão arterial, reduz colesterol e fortalece o coração. A própria Harvard Health Publishing destaca que pessoas fisicamente ativas possuem menor risco de doenças cardíacas e morte precoce.

Ou seja: a bicicleta não promete milagre. Ela faz algo mais raro hoje em dia: entrega resultado de verdade.

E sem letra miúda.

🦵 Menos impacto, mais movimento: até o joelho agradece

Um dos pontos mais interessantes da bicicleta é justamente o baixo impacto articular. Diferentemente de corridas intensas, pedalar reduz sobrecarga sobre joelhos, tornozelos e coluna. Por isso, especialistas costumam indicar a prática para iniciantes, idosos, pessoas acima do peso e até indivíduos em reabilitação física.

Fonte:

Traduzindo para a linguagem da vida real:
é aquele exercício que permite à pessoa sair do sedentarismo sem sentir que participou de um treinamento para operações especiais.

🧠 Pedalar também mexe na cabeça… e isso é ótimo

Além do físico, a bicicleta virou quase uma terapia sobre rodas.

Pesquisas apontam melhora emocional frequente em quem pedala regularmente. A prática ajuda a reduzir estresse, aliviar ansiedade, melhorar o humor, aumentar sensação de bem-estar e até melhorar o sono.

Fonte:

E sejamos sinceros:
às vezes o cidadão não está precisando discutir política no Facebook às 23h47. Está precisando é de uma pedalada nas montanhas, ouvindo passarinho e fingindo por duas horas que o boleto não existe.

☕ Da Monark Barra Circular ao Transformer elétrico

Quem passou dos 40 provavelmente lembra da época em que bicicleta era praticamente patrimônio familiar.

Tinha gente que trocava saco de café por uma Monark Barra Circular. E, se a safra fosse boa, ainda vinha com dínamo no farol. Aquilo era tecnologia de ponta. O ciclista pedalava e a luz piscava mais do que consciência de político em ano eleitoral.

Hoje a situação mudou um pouco.

Tem bicicleta que parece saída de um filme dos Transformers. Você olha e não sabe se vai pedalar ou pedir autorização da NASA para ligar o painel.

E aí entram as bicicletas elétricas.

Calma… elas têm seu valor. Inclusive o próprio Itamar vende bike elétrica. Afinal, como ele mesmo brinca, farmácia também vende refrigerante, doce e energético.

Só que existe um detalhe curioso: justamente o mais saudável da bicicleta continua sendo aquilo que não funciona na tomada.

A pedalada.

🚴‍♂️ A receita que talvez esteja faltando

No fim das contas, a história de Itamar acaba representando algo maior.

Ela fala sobre um tempo em que muita gente percebeu que saúde não pode ser apenas ausência de doença. Precisa existir movimento, contato humano, natureza, conversa, lazer e qualidade de vida.

E talvez a bicicleta tenha sobrevivido tanto tempo justamente porque entrega tudo isso junto.

Aliás, se bicicleta tivesse bula, provavelmente viria escrito:

“Indicado para ansiedade, sedentarismo, estresse, mau humor, excesso de tela, preguiça crônica e vontade de desistir da academia na terceira semana.”

E convenhamos:
ela teria mais benefícios que Biotônico Fontoura, óleo de fígado de bacalhau e canja de galinha da avó juntos.

💬 E você?

Já trocou alguns quilômetros de trânsito por pedaladas?
A bicicleta mudou sua saúde, rotina ou humor?
Ou ainda está naquele clássico “segunda-feira eu começo”?

Conta nos comentários. Sua história pode incentivar outras pessoas a sair do sofá e colocar a saúde para girar. 🚲

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📌 Box de dicas: como começar a pedalar sem sofrer igual boleto no fim do mês

🚲 Comece devagar, sem querer virar atleta olímpico no primeiro domingo.
🚲 Prefira percursos leves no início.
🚲 Use capacete e equipamentos de segurança.
🚲 Hidrate-se mesmo em dias frios.
🚲 Convide amigos ou família: pedal em grupo rende conversa e motivação.
🚲 Troque pequenos deslocamentos do carro pela bicicleta sempre que possível.
🚲 Respeite seus limites físicos e, se necessário, faça avaliação médica.


Sobre o autor

Adelar Dias Junior é jornalista (MTB: 2593/ES) e fundador da Revista Digital Pauta Solta, com atuação voltada ao jornalismo de análise e comportamento, produzindo conteúdos que conectam informação, cotidiano e contexto social, com linguagem acessível e abordagem crítica.

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